O Wally era fácil! Última chamada para a volta pelo mundo! Levo mochila, máquina fotográfica, moleskine e muita vontade de conhecer pessoas e viver experiências únicas! Anda daí...vamos viajar juntos!
domingo, 24 de novembro de 2013
AWT#100: Banho em cadeia...
No zoo de Sete Rios em Lisboa dá-se amendoins aos elefantes. Na cachoeira de Tad Sae, na periferia de Luang Prabang, foram mais espertos e cobram 10 euros aos turistas... para darem banho aos animais! O "chauffeur" do nosso, eventualmente empolgado com a atividade aquática ou numa tentativa cómica de tornar a nossa experiência mais completa, ia simultaneamente dando-me banho a mim! Há cada uma...
sábado, 23 de novembro de 2013
AWT#99: As cachoeiras de Luang Prabang
Com várias "boulangeries" e placas de sinalização escritas no idioma de Albert Camus, Luang Prabang ainda conserva vestígios gauleses que daqui foram expulsos em 1974.
Situada na confluência dos rios Mekong e Nam Khan esta cidade de 50.000 habitantes foi declarada Património da Unesco em 1995. Seduzidos pelo charme que a cidade oferece, milhares de turistas fazem dela ponto de partida para trekkings, passeios de elefante e outras inúmeras atividades. Uma dessas é a visita ao projeto de conservação dos ursos e um mergulho na cachoeira Kouang Si. Cm o fundo argiloso de tom esbranquiçado, esta queda de água proporciona um visual de revista.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
AWT#98: Uma Aventura... na selva do Laos!
Largar os teclados e mergulhar na selva é o que faz falta à malta mais nova! Ou será que perdeu a graça construir casas nas árvores? E balouçar numa liana antes de mergulhar numa cascata? E deitar cedo para levantar e ver o nascer do sol?
Revivi todas estas experiências e experimentei mais umas quantas nos três dias da Gibbon Experience, nomeadamente:
-Provei frutos que nunca tinha experimentado antes, nomeadamente Pitahaya ou dragonfruit, e fruto do monge ou "Luo han guo", que vim a aprender ser cerca de 300 vezes mais doce que o açucar mas com um teor em calorias tão baixo que até é usado para a cura da diabetes na medicina tradicional chinesa;
-Experimentei várias sessões de hirudoterapia gratuitas ao atravessar riachos e linhas de água (as sanguessugas produzem uma substância anticoagulante e por este facto são utilizadas em tratamentos de medicina alternativa);
-Fiz "slide" noturno, numa das muitas ligações com as casas, em plena escuridão, apenas com o foco frontal;
Na memória, ficam três dias de uma aventura na selva!!!
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
AWT#97: Arroz ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar!
Desde cedo aprendi que se come muito arroz (Oryza sativa) por estas paragens (90% do consumo mundial é na Ásia) mas nada como adoptar o regime gastronómico local para perceber o quão importante é este cereal no cardápio local.
Desde que chegámos ao Myanmar tenho tenho comido tanto que até equaciono pedir à Maria Celeste, minha querida Mãe e exímia cozinheira, para banir este alimento na consoada! Senão vejamos: arroz ao pequeno-almoço, noodles feitos a partir de arroz ao almoço, sobremesa de arroz doce com manga e leite de côco ao jantar e tudo isto "regado" com vinho de arroz ou sakê (bebida destilada à base deste alimento!!).
Todo este arroz "à mesa" faz do Laos o terceiro maior consumidor mundial de arroz per capita (163kg/ano)!
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
AWT#96: Onde está o gibão?
Se o tarzan fosse animal seria um gibão (do inglês gibbon). Morando na floresta tropical e sub tropical desde o nordeste da Índia até à Indonésia, este "pequeno" macaco (em contraste com os "grandes" como o chimpanzés, orangotangos ou gorilas) é o mamífero não voador mais ágil a viver nas árvores: dá saltos entre galhos com distanciamento de até 15 metros.
É em Houay Xai, norte do Laos, que decorre um projeto de conservação desta espécie envolvendo as populações locais. Procurando financiar o projeto, os responsáveis do projeto construíram e exploram 7 casas no topo de árvores de altura superior a 50 metros, com um acesso original: tirolesas (cabos de aço e roldanas)!
Experiência imprópria para cardíacos, atravessar vales a mais de 150 metros de altura é também algo inesquecível!
O projeto chama-se Gibbon Experience... mas gibões... nem vê-los!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
AWT#95: Estórias para contar aos netos
Todos estes meses de viagem já proporcionaram muitas estórias engraçadas mas, à semelhança da minha querida amiga Maria Soller, ainda não passei pela experiência de ser deportado!
Com apenas uma página livre no "anexo" do passaporte que me fizeram no Laos, vamos ver se não bato com o nariz na porta à entrada em Hanói (Vietname). Se bater paciência, terei que voar até à embaixada portuguesa mais perto (Banguecoque). Será apenas mais uma estória para contar... aos netos!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
AWT#94: Saltitando pelo reino do Sião...com passaporte cheio!
Originário da China ocidental e Tibete, o povo tai migrou a sul formando as primeiras comunidades à beira rio (séc.III-I a.C.). Séculos mais tarde, a região formada pelo Laos, Tailândia e Cambodja era dominada, primeiramente, pelo reino Srivijaya e mais tarde pelo violento reino Khmer, originário do interior do Cambodja. Os portugueses foram os primeiros a chegar à região (em 1511 a Malaca) tentando, à semelhança da história africana, repartir o território com as outras potências europeias: os britânicos ficaram com Índia, Myanmar e península malaia; os nuestros hermanos contentaram-se com as Filipinas; os holandeses ocuparam Indonésia e os "avec's" (a.k.a. Franceses) espalharam-se pelo Laos, Cambodja e Vietname para formar a Indochina.
História à parte, e uma vez obtida independência, hoje estes povos são amigos e formam a ASEAN (Association os South East Asian Nations) que muito contribui para o aumento de competitividade de uma região cujo PIB per capita é US$2.500 (o português é cerca de oito vezes superior).
Uma das principais vias de comunicação na região é o rio Mekong, o qual atravessámos, de Chiang Khong (Tailândia) para Huay Xai (Laos). À chegada, recusaram dar-me o visto pois não tinha páginas em branco no passaporte. Dou por mim a pensar que não fosse o carimbo "turístico" da subida ao Machu Pichu ou o autocolante do velhote de bigode na Terra do Fogo (Ushuaia) não teria este problema.
Graças à fantástica persuasão da Maria, o passaporte que contém 32 páginas, como por magia, passou a ter 36, pois agrafaram-me um "anexo"!!
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