domingo, 17 de novembro de 2013

AWT#93: Livros perdidos...

Rendido às novas tecnologias como tablets, audiobooks, eBooks e companhia, revivi a experiência deliciosa que é entrar numa livraria antiga. Numa das principais artérias da cidade velha de Chiang Mai (delimitada pelo canal), fica a Lost Book Shop. Como que um "bunker" em tempos de revolução tecnológica em passo frenético e resistente à troca de sms, mensagens de facebook, ou outros tantos tipos de bytes, por aqui vende-se, compra-se e troca-se...papel escrito à antiga!

E levar um livro para casa é muito mais do que encomendar na Amazon! É conversar com o alfarrabista, é desfolhar livros que nunca foram abertos, é sentir o cheiro de um livro antigo, é trocar ideias com outros seres "démodés"que não abdicam de um livro...à antiga!

Mais à noite, depois de jantar, juntámo-nos aos milhares de pessoas que, junto às margens do rio, lançavam balões cilíndricos de ar quente por ocasião da principal festa anual da região: Loi Krathong, ou festival de Yi Peng.


sábado, 16 de novembro de 2013

AWT#92: À mesa com católicos, judeus e muçulmanos

Pessoas. Já percebi que sou "viciado" nelas. Conhecer alguém de outra nacionalidade, de outro background, ou de outra religião é sempre uma viagem apaixonante. De forma espontânea e gratuita, viajo sem sair do lugar, aprendo sem abrir um livro e enriqueço sem ganhar um centavo. É, no mínimo curioso, para quem passou a universidade a ouvir falar de máquinas!

No trekking de dois dias pelas montanhas ao redor de Chiang Mai, encontrámos pessoas com bandeiras de cor variadas: França, Marrocos, Inglaterra, Israel... De estudantes a aproveitar o fim de semana, aos recém casados a disfrutar de lua de mel, havia motivos de viagens para todos os gostos. À refeição, sob a luz das velas e debaixo do manto de silêncio da montanha, cristãos, muçulmanos e judeus sentaram-se lado a lado, partilhando experiências e unindo gargalhadas. Como dizia o meu guia no safari da Tanzânia: "Brothers... from different mothers"!




sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AWT#91: As mulheres-girafa e o centro comercial

Já não me recordo quando ouvi falar delas pela primeira vez mas foi há muitos anos atrás. À semelhança dos Massai, acredito não terem propriamente um sentido patriótico, restrito a uma linha imaginária que separa países (já havíamos visto no Myanmar) mas sim um outro de foro tribal. As mulheres-girafa pertencem a um sub-grupo da tribo Karen denominado Padaung. Não existe, todavia, consenso se o uso dos colares era uma forma de tirar a beleza de uma mulher e assim poupá-la da escravatura, se de embelezá-la esticando-lhe o pescoço (tamanho do pescoço diretamente proporcional à beleza?!). 

Discussão à parte do que terá estado na origem desta tradição, a verdade é que hoje, em Chiang Mai, virou programa de turista e até cobram bilhete para entrar numa aldeia desta tribo que, para mim, era mais um centro comercial!








quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AWT#90: Júlio Verne e a cozinha tailandesa

Na mais que afamada obra de Júlio Verne consumou-se uma volta ao mundo em 90 dias. Eu não estou à altura desses heróis e, no mesmo período de tempo, apenas cheguei a Chiang Mai, na Tailândia!

Além da massagem, outro programa obrigatório por estas paragens é fazer um curso de cozinha tailandesa. Começando no mercado a escolher os ingredientes, passa-se depois a uma abordagem "mãos na massa", com as clássicas "wok" (tacho arredondando) e avental. Sopa de camarão e leite de côco, Chiang Mai noodles ou galinha com caril verde foram algumas das iguarias feitas pela equipe internacional de chefs! Apesar de ter cortado na pimenta, não consegui evitar de "cuspir chamas" com o quão picante o meu prato ficou!

Mais tarde,numa das visitas "às paletes" de templos , cruzei-me com um escuteiro lobito e fiquei nostálgico ao recordar os tempos de lenço ao pescoço.










quarta-feira, 13 de novembro de 2013

AWT#89: Chiang Rang com massagem... tailandesa!

Num hino ao que o país tem de melhor para oferecer, e no final de uma jornada de autocarro, ofereci o meu corpo a uma tailandesa que me fez uma massagem como eu nunca tinha experienciado. O deleite foi tanto que adormeci e as inglesas que estavam ao meu lado perguntavam-se se eu estaria vivo. Pagar 5 euros por uma hora de massagem é mesmo pedir: "relaxa e goza".

Para recarregar energias, nada melhor que o mercado noturno com as dezenas de barraquinhas de comida tradicional... Inundadas de espanhóis! É a crise...



terça-feira, 12 de novembro de 2013

AWT#88: Até já Myanmar...olá Tailândia!

O aeroporto de Heho, pode ser considerado um upgrade do de Beauvais (Paris), base local da Ryanair. Não é uma "tenda" como o parisiense mas é da mesma simplicidade: os balcões de check in parecem bancas de jornal, a máquina do raio X - cujo supervisor dormia - parece um forno elétrico e os painéis com informação dos vôos são manuscritos e referem "Estimated Time of Departure". Como dizia o meu querido Avô Manel, viajante nato, tudo tem vantagens e desvantagens e, neste caso, demo-nos ao luxo de atrasar a partida pois a Maria se tinha esquecido do "Aifôni" no hostel. É compreensível...para quem anda (com a cabeça) nas nuvens!

(Nota: Isolado do mundo até há alguns anos atrás, Myanmar tem hoje 3 fronteiras abertas e nós quase estreámos uma delas. A "friendship bridge", que liga Tachilek (Myanmar) a Mae Sai (Tailândia) foi inaugurada em 29 de Agosto de 2013. Esta região fronteiriça de três países, Tailândia, Myanmar e Laos, forma o lendário "Triângulo Dourado" conhecido por ser uma região montanhosa fértil no cultivo de ópio. Hoje em dia, a produção decaiu com a adopção das metafetaminas e heroína)







segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AWT#87: Mais uma volta, mais uma viagem...

Adoro Feiras. A atmosfera de êxtase e alegria é contagiante. Dos vendedores ambulantes, aos carrosséis alegóricos passando pelas barraquinhas de comida local, a diversão é garantida. As feiras locais não são excepção variando em pequenos e deliciosos detalhes:

-os carrosséis são de força motriz manual - esta equipe de acrobatas (calçados com havaianas) passaria sem dificuldade no casting para o cirque du soleil;
-as barracas de comida propõem fondue de porco e galinha, com um vasto leque de opções desde patas de galinha às entranhas do porco;
-os stands de promoção (um dos quais de pensos higiénicos!!!) fazem competição de níveis sonoros e, a meio da noite, já têm as colunas "queimadas".

Esta evento era especial pois tratava-se do renomado Festival de Balões de Ar Quente de Taunggyi. Num formato de competição de balões variando de forma, cores e fogos de artifício, várias equipas disputam a vitória. O auge da noite foi quando um dos balões pegou fogo (pudera! Adornado com centenas de velas...) e caiu. Numa situação normal teria sentido as pessoas em pânico, mas, inexplicavelmente, fugiam às gargalhadas!!

Recordei os carrinhos de choque das festas de Ferrel: "Mais uma volta, mais uma viagem! O menino tira a mão da perna da menina pois o carrinho não tem mudança! O senhor não paga...mas também não anda"

(Copyright fotos: MPS!!)